Cristina Kirchner, a recém-eleita presidente da Argentina, paradigma Hillary Clinton botox, manifestou ultimamente grandes preocupações ecológicas, maiores no que se refere às reservas energéticas do país. Buenos Aires é um “monstro” consumidor de energia, que tem de pagar as contas de uma Paris da América do Sul, que Kirchner quer controlar a médio prazo. Para já, a presidente não fez a coisa por menos e resolveu alterar o fuso horário argentino. Por decreto, os relógios na Argentina adiantaram uma hora. Com esta medida, que vigora desde o passado dia 30 de Dezembro, Kirchner roubou uma hora à noite e antecipou o amanhecer ao seus conterrâneos.
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Foi uma lei construída e aprovada pelo Senado, a menos de um mês da passagem do ano. Kirchner fez, assim, uma declaração de intenções para 2008: E a notícias não eram boas: A Argentina tem um grave déficite energético. Pelo que, formalmente, estava aberta a “crise da electricidade”. Adiantando uma hora aos argentinos, a sua presidente faz votos que eles apaguem a luz mais cedo. O mesmo, isso é garantido, acontecerá em relação à iluminação pública das ruas e dos edifícios públicos da cidade de Buenos Aires, esperando reduzir drasticamente os consumos exageradíssimos de energia na cidade, que ultrapassa largamente o resto do país. Kirchner quer um maior aproveitamento da luz solar. E quer que os argentinos aprendam a faze-lo.
Depois deste anúncio, a presidente argentina - a braços com a crise com o Uruguai e com o escândalo Chavez -, chamou pomposamente à sua ideia Nova Política Ecológica Nacional. E, prometeu, um pouco mais tarde vai dotar todas as famílias argentinas com lâmpadas de baixo consumo, projecto integrado no “Programa de Calidad de Artefatos Energéticos” (PROCAE) e no novíssimo “Programa Nacional de Uso Racional y Eficiente de la Energia”, também conhecido por PRONUREE.
No mesmo decreto, a presidente tinha mais regras a anunciar a todos os que trabalham em edifícios públicos: A temperatura dos aparelhos de ar condicionado deve ser exactamente de 24 graus. E, no final do dia, todos os aparelhos eléctricos e computadores devem ser desligados. Para os argentinos que estejam dispostos a adquirir aparelhos eléctricos mais eficientes em termos de consumo, sera também criada uma linha de crédito, de prestações muito suaves.
Cristina Kirchner sossegou os mais tradicionalistas em matéria de fusos horários. E aproveitou também para explicar que esta “sua” medida de alteração horária não é vitalícia, durando apenas a nova hora até Março. Termina, por isso, quando terminar o Verão. Mas já tem hora marcada para o ano que vem. Para avaliar os resultados práticos desta “lei Kirchner”, a própria presidente encarregou a companhia administradora do Mercado Eléctrico Argentino (CAMMESA) de avaliar anualmente o impacto “económico e social que produzirá a alteração da hora”. No que diz respeito à economia, só mais tarde se verá. Quanto ao impacto social, os argentinos não se manifestaram grandemente. Janeiro é mês de férias. Os que ficaram em Buenos Aires, têm mais com que se preocupar. Os que estão em férias, não estão para se preocupar. Embora, na generalidade, a medida tenha gerado consenso nos argentinos, mesmo entre os que perderam uma hora de sono.
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2 respostas to “E desfez-se luz”
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- Sr. Côcô - 01.02.08
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Ce changement d’heure est effectué en France depuis les années 70, et également dans de nombreux pays d’Europe… Est ce que ça a un impact réel sur les économies d’énergie???Je ne sais pas..on s’est habitué au système….
Bravo pour la qualité des photos; des éclairages magnifiques!!!
As fotos rebentam em minuciosos momentos.