Dia 72
Diário de viagem

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“El tiempo pasa”, diz Mercedes Sosa, rainha, que agora me atrevo a traduzir: “Vamos vivendo vendo as horas que passam. As velhas discussões vão-se perdendo entre as razões”. Cito isto pelo seguinte: Por causa das leis da proporcionalidade, por causa do ínfimo que desaparece ante qualquer grandeza, por causa da grandeza que desaparece quando a ela se sobrepõe o ínfimo, por causa dos olhares que estão, quando não estão longe, por causa dos mil desertos que todos atravessamos, sem nenhum termos atravessado, sem nunca a boca se nos ter secado, sem nunca termos sido remetidos violentamente à partícula que somos, sem nunca termos crescido ali, naquele momento, ínfimo também, em que cruzamos céus horizontais que se juntam longe, no ponto finito do olhar, no ponto de reequilíbrio com a terra árida que nos espera. No enorme deserto de Atacama, não chove há mais de 400 anos, mas já houve períodos de mais de quatro mil anos em que não caiu uma gota.

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Talvez não fosse má ideia, portanto, levar umas garrafitas de água extra para esta viagem, não fosse o Falcon se dar mal com o deserto. Exactamente por causa disso, antes de fazermos o respectivo “check-out” do hotel, fomos primeiro ao “desayuno”, depois fomos directos para o parque, para averiguar o estado de saúde do 006 que, estranhamente em Vallenar, sobretudo em Vallenar, avariava durante a noite. O que já nos tinha posto a considerar a hipótese de existir uma conspiração, sem dúvida orquestrada pela dona do hotel, para que não saíssemos tão cedo nem do hotel nem da cidade. Não nos tinha caído lá muito bem aquela história do “foi o destino que quis”, até porque nós, portugueses, somos todos especialistas em fado. Para além disso, mecânica é mecânica e um carro é um carro, e dificilmente um carro e o destino se encontrariam mecanicamente “fadados” em tamanha conspiração.

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No sector esquerdo da viatura, zona sensível - cujo esforço e peso são agora suportados por um eixo de suspensão traseira mais ou menos vertebrado e soldado de fresco -, tudo parecia estar em pleno. Pelo menos, não tinha descaído mais do que ficara depois de sair das mãos do herrero-auto mais conceituado de Vallenar, embora tenha a impressão que seja também o único. No sector direito, nada de novo. No motor, também não: Faltava água, faltava “aceite”. Antes de sair, e mesmo antes de fazer as contas com a sinistra dona do hotel, que não nos conquistara com o seu falso-sorriso, de pasta dentífrica, e a sua falsa-simpatia, sempre desejosa de cobrar, nem sempre de passar a respectiva factura-boleto, decidimos procurar uma loja de “repuestos” para comprar um líquido para colocar no radiador juntamente com a água, para selar as inegáveis fugas existentes naquela autêntica panela de pressão, de onde tinha saltado a respectiva tampa, não sei bem onde nem porquê. Talvez a dona do hotel soubesse? Talvez não valesse a pena perguntar-lhe porque tampas daquelas são de modelo universal e havia em grande quantidade na loja, que por acaso ficava mesmo à saída da garagem ao ar-livre, nas traseiras do hotel de onde não conseguiamos sair há dias.

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Agora sim, tudo a postos: O deserto de Atacama, segundo as últimas informações, continuava árido. O fenómeno climático global, que na sua latitude cria deserto nas costas ocidentais em todos os continentes do hemisfério sul, faziam a sua parte neste enorme pedaço de Chile. Os anticiclones do Pacífico, os grandes sistemas estáveis de alta-pressão, continuavam a criar os ventos alísios, mas nunca causando indíces pluviométricos no deserto mais alto do planeta, que por isso impede a sua passagem. A corrente de Humboldt, que transporta uma maré imparável de águas frias da Antárctida a norte e ao longo da costa chilena, que torna gélidas as brisas marítimas do oeste, continuava a reduzir a evaporação, a estimular o fenómeno de inversão térmica, a impedir a formação de nuvens altas e, por sua vez, de chuva. E, já agora, também não convém esquecer o gigante, a imensa cordilheira dos Andes, que forma uma planície vulcânica, altíssima e em forma de concha, a famigerada região altiplana andina, que impede a passagem das tempestades de “humidade” que derivam da Amazónia brasileira. Sendo assim, também era melhor levar umas bolachas, pois a parte inicial era precisamente através das regiões onde durante mais tempo se registaram os mencionados milhares anos sem água. O primeiro objectivo era passar a cidade de Copiápo, com sorte chegar à II Região, Antofagasta, com mesmo muita sorte, chegar a Calama, a escassos quilómetros de San Pedro de Atacama, o oásis de Atacama, onde nenhum de nós acreditava dormir esta noite. Nem com uma suspensão totalmente nova e com o Carlos Sousa nas funções de auxiliar de co-piloto.

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Sem mais, Vallenar ficou para trás, esgotando lentamente o depósito que antes de sair atestámos, por entre montes e vales, passando primeiro por uma região costeira, depois caindo no âmago do deserto, duro, isolado, de rochas e rochas e rochas, e nada, e nada, tão nada, magnífico, absoluto. Sob um sol intenso, um ar sequíssimo, a recta tinha mais 150 quilómetros, só a estrada parecia serpentear às cores do sol na areia, nos múltiplos reflexos na rocha, no castanho da aridez, na ilusões que criava, enquanto se acumulava o cansaço, só distraído por altares ocasionais, quase esculpidos na rocha, os nus nos deserto, que cada vez mais apertava o cerco à estrada. Muito de vez em quando um camião cruzava-se connosco ou éramos ultrapassados por carrinhas de caixa-aberta e tracção 4×4 a velocidade estonteante.

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Quilómetros e quilómetros passaram assim, a escorrer suor e a tentar distinguir o que era aquilo que estava na estrada ou o que pura e simplesmente não estava. Até chegar às imediações de Copiápo, onde havia uma estação de serviço, onde era preciso atestar de novo, pois já tínhamos cumprido cerca de 300 quilómetros, coisa que a bordo do Falcon é sempre tarefa dura e lenta. Foi o tempo necessário para a operação depósito cheio, o tempo bastante para nos reabastecermos de água também e de comprar uma daquelas sandocas que se colam às gengivas, no caso, variedade “jamon y queso”. E também Copiápo ficou para trás, sem tempo para outra coisa se não cumprir mais quilómetros na viagem, sabendo que o anoitecer não nos era favorável, já que as luzes do Falcon não estavam em cumprimento mínimo de dever. O deserto longilíneo deu lentamente lugar a uma cadeia montanhosa, embora desértica, mas sinuosa, de grandes subidas e da sua antítese, onde era de aproveitar para largar o carro em ponto-morto, já que assim podia atingir velocidades impossíveis na terceira e última mudança, que não lhe permitia grandes veleidades de cronómetro.

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O melhor que conseguimos fazer foi mesmo chegar às imediações de Antofagasta, a meio caminho e muito deserto de Calmar. Tivémos de estacionar por uns minutos, para acalmar o radiador do Falcon com uma dose de água, primeiro no exterior, onde a chapa parecia grelhar, depois no interior, onde grande parte da segunda dose diária de água já evaporara. O navegador franciú apontou então, num ponto ínfimo do mapa onde nos encontrávamos, uma cidade, que outrora era um enclave boliviano, actualmente uma cidade de férias para muitos brasileiros, que adoram as praias um pouco mais afastadas de Pan de Azucar. “Luís, vamos parra Taltal?”. Onde é que fica Taltal, monsieur? “Temos de fazerrr um desvio. Fica junto à costa, mas é o mais perrrto. “Vamos, Pazat!” Secretamente, a única coisa em que pensava era na possibilidade de comer peixe grelhado, ou coisa chilena remotamente parecida. E também não me ia saber mal estacionar o carro. Taltal surgiu-nos quase nas trevas, sem luzes que nos salvassem. Felizmente a cidade estava praticamente deserta. Ou melhor, não estava. Porque se estivesse os hotéis, hospedarias e afins, não estavam todos esgotados, já que o parque de campismo estava simplemente encerrado para obras. Algum tempo depois conseguimos vaga num hotel em obras. Prometeu a recepcionista que o barulho só começava lá para o meio-dia do dia seguinte, hora de check-out. Lá ficámos, até porque não havia alternativa.
Passado uma hora, um duche e uns cinco cigarros, estávamos à mesa de uma pensão, que também estava cheia, não estava em obras e tinha um restaurante. Melhor ainda, tinha ementa. Muito melhor, a ementa correspondia aos alimentos que estavam em condições de servir. Mas isso não era o melhor: Havia peixe. Nem queria acreditar. Tanto tempo depois, peixe. Pode ser “lenguado”, s.f.f. E, como não havia vinho branco, podia ser tinto chileno, tão chileno como é agora Taltal, para comemorar a nossa chegada a lado nenhum, a meio caminho para onde queríamos ir. E tal.

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Comentários

39 respostas to “Dia 72”

  1. Carla Neto on March 26th, 2008 5:52 pm

    Que grande jornada rapazes!!!!
    Luis…és um fixola do caneco!! :)

  2. Carla Neto on March 26th, 2008 6:44 pm

    A que horas na Kamera??? é preciso levar toilette especial???
    Beijocas, até breve!!! ;)

  3. luis on March 26th, 2008 7:01 pm

    Era bueno, era…

  4. cyberannie on March 26th, 2008 7:08 pm

    On se croirait sur Mars!! (première photo)
    Des paysages dignes de westerns s’il n’y avait pas l’autoroute!!J’espère que le passage du Dakar ne va pas porter préjudice à ces paysages magnifiques

  5. Carla Neto on March 26th, 2008 7:14 pm

    Porqu~e??Não posso ir!!? :(

  6. Cara Neto on March 26th, 2008 8:26 pm

    Bem, bem…pelo sim, pelo não vou comprar uma roupinha à maneira para estar “buuuunita” pós foto-jo da Kamera…aproveito e faço as pazes com Mr. Burch….

  7. Carla Neto on March 26th, 2008 8:57 pm

    Ps: com sorte e o meu charme natural (modéstia à parte…) ainda o convenço a fazer o trabalho fotográfico para o meu novo mega-livro, mega-projecto “Mulheres que MAMAM demais”…

  8. Patrícia on March 27th, 2008 9:56 am

    Olá muchachos que fotos lindas.
    O deserto faz-nos sentir tão pequeninos, como um grão de areia neste planeta.
    Aí que bom comer peixinho e ainda para mais linguado. Aposto que vos soube pela vida.

    Besos e buen viaje pelo deserto.

  9. Apiko on March 27th, 2008 11:09 am

    Hola, chicos, qué tál?

    LPC e PAZAT, son dos filósofos-poetas ustedes, no hay dia que no me sorprenda vuestro viaje!

    El desierto ese es de los más terribles de la tierra, están en la zona más desértica del continente de America del Sur, deben haber pasado el Trópico de Capricornio y van para el Salar de Atacama,lago salado inconmensurable donde pueden aprovechar y hacer windsurf con el falcon…..

    Abrazo grande
    Apiko

  10. jordi on March 27th, 2008 11:39 am

    Olá Carla Neto,
    acho que fazes muito bem em aparecer na Kamera, no que toca a fazer trabalho sobre mulheres que mamam demais, não me parece uma boa ideia. qualquer das maneiras fico a perceber o tipo trabalho que te parece interessante.

    fica bem

    jordi

  11. Carla Neto on March 27th, 2008 11:58 am

    Cariño que te tocaste!!!!! Bem, o tema pode não te parecer bem, mas pelo menos foi o único que te fez aparecer por aqui, parece que não lhe ficaste indiferente…pelo menos foi mais forte do que o suposto interesse por este projecto dos teus amigos!!! ELE HÁ COISAS!!!…

    Olha lindo, já comprei um vestido que me fica a matar e que acho que vais adorar!!!Vai lindamente com o BROCHE de esmaraldas que a minha Avó me deu!!

    APAREÇO SIM SENHORA NMA kAMERA, QUANTO MAIS NÃO SEJA PARA TE DAR UM GRANDE BEIJINHO NESSA CARINHA LAROCA…

    VOU É MAIS CEDO PARA AJUDAR NOS COMES E BEBES!!!

  12. Carla Neto on March 27th, 2008 1:59 pm

    Olha queridinho desculpa os meus interesses serem tão limitados e não estarem à altura do teu génio, da tua fama e dos círculos onde te moves…mas como homem do mundo que és, tão viajado e conhecedor das múltiplas latitudes e nuances sócio- culturais devias ser um pouquito mais complacente para com os pobres comuns como eu que se ficam por temas tão banais como o referido….de facto mais nada me vem à cabeça…

    olha…e pensando melhor acho que vou guardar o meu vestido para outra ocasião e deixo a vossa kamera para a vipalhada e intelectualidade burguesa, acomodada, pseudo-intervencionista…

    Também te (vos) poupo à minha triste e decadente figura…risível para alguns, mas, felizmente, acolhedora para outros, os tais da espuma da sociedade, da franja da humanidade, esse que gostas tanto de captar com as tuas lentes e que ficam tão bem nos teus portofólios…

    Gostei muito da viagem…

  13. margarida sousa on March 27th, 2008 2:45 pm

    olá pessoal foi uma parte da vossa viagem fantastica, e digam o qyuiserem mas o falcon 006, não podia portar-se melhor, parabens rapazes, beijinhos

  14. luis on March 27th, 2008 2:54 pm

    Então? Lana caprina? Tenho a impressão que estamos a trocar os pontos de interesse e o interesse dos pontos. Que mania essa de reduzir o mundo à latitude do umbigo…

    Aproveito para esclarecer o seguinte: Não me apetece esclarecer nada!!!!

    Por conseguinte, venho por este meio, antecipadamente grato e com os melhores cumprimentos, babariba

  15. Apiko on March 27th, 2008 3:59 pm

    UPS o OPS!!!

    Que me perdí cualquier cosa? Hace cosa de dos o tres horas tenté mandar un mensaje pero no fué posible…habrá sido por estos problemas de lana caprina, que también se dice por mis pagos!

    Bueno aqui van, de cualquier manera:

    Hola, chicos, qué tál?

    LPC e PAZAT, son dos filósofos-poetas ustedes, no hay dia que no me sorprenda vuestro viaje!

    El desierto ese es de los más terribles de la tierra, están en la zona más desértica del continente de América del Sur, deben haber pasado el Trópico de Capricornio y van para el Salar de Atacama,lago salado inconmensurable donde pueden aprovechar y hacer windsurf con el falcon…..

    Abrazo grande
    Apiko

  16. cyberannie on March 27th, 2008 4:13 pm

    Et si l’on revenait au véritable objectif de ce blog: nous faire découvrir des régions du bout du monde à travers les gens que nos voyageurs vont rencontrer….A mon avis l’objectif est atteint et continuez à nous tenir en haleine jusqu’au bout.

  17. Carla Neto on March 27th, 2008 4:56 pm

    Sim, é esse o objectivo do blogue…mas este é feito por e para pessoas, vamos fazendo uma ideia dessas pessoas, vamos sabendo coisas delas, enfim…vamo-nos todos conhecendo um pouco e, pela parte que me toca,é impossível ficar-se indiferente perante certos acontecimentos ou aspectos de carácter…eu diria que o blogue tem 2 planos…o 2º será o da “troca de galhardetes”…

    Relativamente ao plano 1º-.EXCELENTE TEXTO, BELÍSSIMAS FOTOS, CORES FANTÁSTICAS,REPÓRTERES 5 ESTRELAS E UM FALCON CHEIO DE ESTILO E GLAMOUR…
    ESTA VIAGEM FOI,É, SERÁ UM SUCESSO.

  18. cyberannie on March 27th, 2008 5:14 pm

    Bravo Carla!!!

  19. Carla Neto on March 27th, 2008 6:34 pm

    Obrigada Cyberannnie, tu consegues compreender para além do evidente e lês o, aparentemente,”inelegível”…e isso não é para todos…

  20. Patrícia on March 27th, 2008 6:37 pm

    Olá a todos,
    Parece-me que hoje está toda a gente com vontade de comunicar.
    E a Carla está numa de espicaçar o pessoal (jornalistas) a responderem às provocações, pelos vistos o objectivo foi conseguido.
    Eu também acho que o blogue acabou por ter dois objectivos, por um lado acompanhar esta viagem fantástica (e sempre que possível dar apoio aos nossos muchachos) e por lado conhecermo-nos melhor através da discussão dos diversos pontos de vista sobre tudo e sobre nada. Estas discussões penso que acabaram por enriquecer o blogue e pelo menos para mim tem sido sempre divertido.

    Muchachos acho que Carla não faz por mal. Foi a forma que ela encontrou de provocar uma reacção “no outro lado”. E até foi bom porque hoje foi um dia em que toda gente decidiu comunicar.

    Besos para todos.
    (Jordi fico contente que hoje também tenhas feito o teu comentário, é sempre bom saber que estás por aí).

  21. Patrícia on March 27th, 2008 6:40 pm

    Já agora, amanhã podemos ir todos à inauguração da exposição no kamera? Tenho a certeza que deve haver óptimos trabalhos vossos e dos vossos colegas.

  22. Carla Neto on March 27th, 2008 6:54 pm

    Patrícia…. ;)

  23. Patrícia on March 27th, 2008 6:56 pm

    Afinal fui ver o site do kamera e é a festa de aniversário da Kgaleria. O convite tá muito giro. A sério que toda a gente pode ir? (Pelo menos é o que diz o convite)
    Parece-me que vai ser uma festa bem fixe.
    Então podemos aparecer ou não?

  24. Carla Neto on March 27th, 2008 7:25 pm

    Pois é pá…e vocês vão lá estar ? E tu Jordinho, carinho do meu coração, também te vais??

    um gajo precisa de saber se vai à depilação e se faz a barba, a minha pelo menos está CAPRINA!

    Ah…e se vão lá estar e não disseram nada à gente é muito foleiro depois de todo este apoio que vos demos….
    Aliás sou muito rata e vi que ontem censuraram um comentário do Nelson…isso é muito perigoso…..traz lembranças de tintas negras de tempos passados…muito, muito grave…

  25. Carla Neto on March 27th, 2008 7:40 pm

    Joooooooordi, responde homem!!!
    Faço a barba ou não, carago!!??

  26. Carla Neto on March 27th, 2008 7:51 pm

    Aliás azul…o lápis era azul…o famoso lápis das censuras do passado e tu Nelson devias saber que ele há coisas que não se divulgam…o Big Brother não dorme e zela por nós…

  27. Gui on March 27th, 2008 8:56 pm

    Amanha há festa na kamera, anniversario da Kgaleria (3 anos), a partir das 18h30.La + para a 23h59, festa no Europa (cais de Sodre), a kameraphoto é aberta a todos e não so amanhã…
    Bjs e abraços a todos.

    Boa Festa.

    Guillaume

  28. cyberannie on March 27th, 2008 9:42 pm

    Je regrette de ne pas être au Portugal demain pour aller à la fête de Kameraphoto et faire la connaissance des”blogueurs” qui y seront!!!
    Happy birthday to Kgaleria!!!!
    Boa Festa

  29. Carla Neto on March 27th, 2008 10:02 pm

    Eu também acho que vou deixar crescer a barba e guardar o meu vestido…a coisa está fria demais para o meu gosto…e forçada…divirtam-se…

  30. Carla Neto on March 27th, 2008 10:54 pm

    Bem, o dia de hoje foi longo e pesado…faltam-me as forças para continuar esta viagem pelo que aproveito para me despedir dos mais queridos:

    LUIS:Grande comunicador, criativo, de aguda perspicácia e tranquilizador

    Gui: O esteta sublime, sempre presente, mas discreto e recatado

    Apiko: O inconformista e grande catalizador deste blogue

    Patrícia: presença simpática, afável e luminosa

    Jordi:…és um puto porreiro…

    CYBERANNIE: Grande MULHER de inteligência, sapiência e bondade extremas, emanando serenidade, que eu espero um dia vir a conhecer pessoalmente, sem dúvida alguém que me iria enriquecer…

    INTÉ MUCHACHOS DO CANECO

    PS: FAAAALCONNNITO:Queeeeeriiido Faaalconito Já viste o” 2001 Odisseia no Espaço”?Recomendo-te…

  31. Estação de Calor on March 28th, 2008 12:09 am

    Amanhã San Pedro de Atacama.
    Guillaume

  32. cyberannie on March 28th, 2008 7:59 am

    Muito obrigada,Carla.Mais je ne suis pas sûre de mériter tous ces éloges…Toutefois comme ils flâtent mon “EGO”, je les accepte avec plaisir…
    Moi aussi j’aurais aimé discuter avec toi car tu as une personnalité trés sympathique.tu utilises la dérision provocatrice pour aller au fond des choses et tu as un grand sens de la communication.
    J’étais comme toi lorsque j’étais jeune..Mais je me suis assagie avec l’âge!!!
    Quoique on me reproche souvent de poser toujours des questions qui dérangent.
    Continue à rester comme tu es
    Bisous

  33. Patrícia on March 28th, 2008 9:29 am

    Obrigada Carla por teres posto esta gente toda a conversar.
    Continua a ser assim. Divertiste-nos à brava.
    Bjs.

  34. Carla Neto on March 28th, 2008 12:42 pm

    JORDI: ANTES DE ME IR EMBORA QUERIA DEIXAR-TE UMA PEQUENA ACHEGA DE “LANA CAPRINA” E ESTA É MESMO A SÉRIO…

    A TUA RESPOSTA AO MEU PROJECTO SOBRE “MULHERES QUE MAMAM DEMAIS” SOOU-ME A ALGO DE MORALISTA E PRECONCEITUOSO…QUE O SEJAS NÃO ME ADMIRA NADA, MAS QUE O REVELES MOSTRA FALTA DE SENTIDO ESTRATÉGICO PARA UM “JOVEM FOTÓGRAFO PROMISSOR EM RÁPIDA ASCENSÃO”.

    FICAR-TE-IA BEM MOSTRARES ABERTURA PARA TODAS AS PROBLEMÁTICAS DA HUMANIDADE, DESDE AS MAIS ROSA, ÁS NEGRAS, PASSANDO PELAS CINZENTAS…

    CUIDADO QUE HÁ COISAS QUE PASSAM POR OSMOSE…
    PODE SER QUE AINDA CONSIGAS ARREPIAR CAMINHO…

    TENHO PENA QUE NÃO TENHAS ACEITE, VIRO-ME PARA OUTRO LADO…PODE SER QUE ENCONTRE OUTRO JOVEM FOTÓGRAFO PROMISSOR COM MAIOR ABERTURA DE HORIZONTES…

    FICA BEM

  35. Apiko on March 28th, 2008 2:35 pm

    NO SE LO MERECEN!!!

    POR FAVOR, LUIS Y GUILLERMO NO MERECEN QUE DESPUÉS DE TANTO TIEMPO Y TANTAS VICISITUDES VIVIDAS EN ESTE VIAJE, LO ACABEN CON ESTA BLOGNOVELA DE “FACA E ALGUIDAR”!!!

    NO JODAN MÁS! A QUIEN LE INTERESA QUE UNO QUE SE FUÉ. QUE NO EXISTE MÁS PARA ESTE VIAJE CAMBIÓ DE CARROCERIA, ALLÁ ÉL!

    VAMOS A APROVECHAR LOS ÚLTIMOS DIAS QUE TENEMOS CON NUESTROS QUERIDOS COMPAÑEROS DE VIAJE….
    Y MEDITEMOS UN POCO EN EL PARÁGRAFO INTRODUCTORIO DE LA JORNADA, QUE ESCRIBIÓ MUY BIEN LUIS………. AL RESTO SE LO LLEVA EL VIENTO……. NO INTERESA!!!

    APIKO

  36. Carla Neto on March 28th, 2008 3:20 pm

    Tens razão Apiko!!!….

  37. cyberannie on March 28th, 2008 3:31 pm

    Trés bien,Apiko.
    Moi je me tiens à la version donnée par Luis sur le départ de Jordi. Le reste ne m’intéresse pas.
    Gardons tous en nous ces moments de réel plaisir que nous avons éprouvés en accompagnant ce voyage à travers des textes et des photos magnifiques. Grâce à ce blog nous avons échangé des points de vue,des idées et avons élargi nos connaissances sur un monde qui nous parait lointain mais qui est pourtant si proche.

  38. Patrícia on March 28th, 2008 4:21 pm

    Tens toda a razão Apiko. Vamos aproveitar os últimos dias de viagem.
    E continuar a dar apoio aos nossos bravos viajantes, aos nossos muchachos q eles bem merecem.
    Fico triste só de pensar que a viagem vai acabar e com ela estes nossos encontros. Gostei muito de vos conhecer jornalistas e blogers, de conhecer um pouco melhor o nosso planeta e as pessoas que se cruzaram com os nossos muchachos.
    Espero sinceramente que um dia nos encontremos nalgum lugar.

    Já agora muchachos eu sei que isto da viagem é complicado, mas como podeis “ler” todos nós aguardamos ansiosamente notícias vossas. Já viram as quantidade de comentários.
    Um dia sem vós é uma eternidade. Os dias nem parecem os mesmos.

    Besos. Esperamos com ansiedade. Boa viagem.

  39. AR on March 28th, 2008 11:26 pm

    Olá a todos!
    Apesar de não ter comentado (aqui) desde o início a epopeia que estes magníficos jornalistas nos têm escrito e mostrado ao longo destes últimos meses, tenho-os acompanhado desde o principio e consequentemente (por opção, é claro!)tenho-vos lido.
    Como tal, foi com muita pena que hoje quando entusiasticamente fui ler a odisseia do dia 72 e 73 me deparei com uma parafernália de comentários completamente descontextualizados do objectivo (penso eu) deste blog.
    Que,na minha opinião, é, em primeira instância, colocar-nos “dentro” desta fantástica viagem e, por outro lado, fazermos (apesar de à distância) companhia aos aventureiros. Concordo, obviamente, que se existe a possibilidade de fazer comentários o objectivo será a troca de opiniões e de conhecimento… mas se me permitem…por favor… que estejam ligadas ao projecto “Estação do Calor” e não à vida pessoal de cada um. Não será já uma falta de respeito? Já pensaram, por um segundo, que este blog está muito longe de ser a única forma de contactar com o Luís e com o Gui? Não será já estar a entrar por caminhos que nada têm a ver com o trajecto da missão “Estação do Calor”?
    Pergunto se não é muito mais útil, coerente e apropriado que as palavras deixadas aqui sirvam para dar apoio a quem está no terreno tão longe e muitas vezes em situações complicadas, ou mesmo, fazer esclarecimentos como o Apiko faz no dia 73 em relação à “Mano del Desierto”? - Muito Obrigada Apiko.
    Ou até mesmo combinar um encontro entre pessoas que, há praticamente 3 meses, se lêem mas na realidade não se conhecem?
    Sem querer ferir quaisquer susceptibilidades, deixo-vos a sugestão de continuarmos a acompanhar a estória da Estação do Calor e deixar de lado a tentativa desenfreada duma nova versão do “mil novecentos e oitenta e quatro” de George Orwell.
    Permitemos que esta aventura que está prestes a chegar ao fim cumpra o seu objectivo, que não é de certeza indispor pessoas e muito menos insistir em assuntos que não nos dizem respeito.
    Luís e Gui a vocês agradeço esta fantástica reportagem (que já está muito além de um mero diário de viagem) e desejo que continuem até ao fim com o mesmo profissionalismo e humor. O cansaço pode ser muito, mas os textos e as fotos continuam muito, muito bons. Parabéns! Força!
    AR

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